Comprei este livro na Bienal do ano passado. Saudades da Bienal... Mas ok.
Li-o na época e recentemente resolvi relê-lo. Lembro-me que da
primeira vez que li ficava me perguntando "Mas como ela não se lembra de
nada? Mas então, como ela sabe quem é a mãe dela?" E coisas que, se você
não leu o livro, não entende e não vai entender mesmo até que leia, de fato.
Contudo, vamos voltar um pouco... Deslembrança é uma história super fofa de uma garota que simplesmente não tem passado. Não tem memória de um passado, somente memórias do futuro. Fantástico, não? Porém, é obvio que você deve estar se perguntando "como isso é possível?". E acreditem: a autora não deixa a desejar nas explicações. Pode ser que, até terminar o livro de fato, você se sinta um pouco confuso em relação e esse pequeno, ou melhor, enorme, quesito da história.
Em Deslembrança, London todos os dias, às 4h33min da manhã esquece tudo que aconteceu no seu dia. Simplesmente tudo. Desde o que vestiu ao que fez ou deixou de fazer. Ela não tem memórias de experiências passada, mas tem memórias de fatos que acontecerão no futuro. Imagina você saber que a sua melhor amiga vai se magoar com aquele cara e não poder fazer absolutamente nada. E em compensação não lembrar dos bons momentos com aquela amiga. Deve ser terrível, não? Em meio a essas memórias do futuro, London tem uma que não sai da sua cabeça. A de um funeral. Mas de quem seria esse funeral. Seria de sua mãe? De seu pai que não tem mais contato com ela? London começa então a tentar entender melhor a si própria e ao seu passado, presente e futuro, que estão totalmente ligados.


















