Eu quis ler este livro por recomendação da Fernanda, aqui do blog, em um post sobre os livros de 2012. Fiquei encantada com a ideia de uma história inteira ser contada através de bilhetes rápidos, deixados com pressa, presos na geladeira entre uma mãe e livro. Só recentemente tive a oportunidade de lê-lo, no entanto. Trata-se aqui de uma narrativa rápida, do tipo que quase todo leitor vai sentar e devorar de uma só vez. Se eu dissesse a vocês que é um livro de poucas palavras, não estaria fazendo uma metáfora. Ele é curto, de fato. Mas é o tipo que está "na medida certa". Se você colocasse mais, iria ficar exagerado, e, se você tirasse, ficaria faltando algo.
A vida na porta da geladeira retrata a realidade de muitas famílias atuais, onde, às vezes, a falta de comunicação entre parentes não acontece por opção, sim, contudo, pela falta de tempo e diferença de horários entre o trabalho dos pais, escola dos filhos e saídas com os amigos. Esse foi um ponto de que gostei do livro, achei-o bastante realista nesse aspecto, já que hoje em dia temos um ritmo de vida completamente acelerado. Os pais trabalham demais e os filhos só querem aproveitar a adolescência.


















