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10 março 2013

Sobre Uma Garrafa no Mar de Gaza, utopias e antagonismos

A atriz francesa Agathe Bonitzer vive Tal de maneira contida e juvenil, meio rebelde, meio utópica | Foto: Adoro Cinema

Tenho um interesse genuíno por Uma Garrafa no Mar de Gaza desde que descobri que um livro responsável por contar sua história seria publicado no Brasil. Este interesse, aliás, se fortaleceu com a enorme curiosidade gerada acerca do enredo promissor e romântico, o qual parecia resistir de maneira juvenil ao contexto político tão polêmico que carregava consigo.

Veio, então, em outubro ou novembro (talvez tenha sido em dezembro, mas não estou tão certa quanto a isso), por meio da Editora Seguinte, o romance de Valérie Zenatti. E não que fosse realmente uma surpresa, porém, ao realizar sua leitura, pude confirmar que se tratava de uma obra majoritariamente epistolar. Com personagens que escreviam demais, que pensavam demais e que, nas ações, eram fantasmas. E não tive como evitar que, após tantas expectativas utópicas, sentisse um gostinho de decepção. Não propriamente pela história, todavia, pela falta de envolvimento, pelas complicações inerentes ao mundo em que vivemos eles e nós. Um mundo duro, realista, repleto de antagonismos e de ódios seculares que levam tantas coisas que poderiam ser boas às ruínas. Esse problema de sempre do futuro do pretérito, daquilo que não foi e poderia ter sido, do que seria doce e acabou amargo, dos sonhos que tão bem sonharíamos e em desilusões ruins se tornaram.

Tal e Naim, como um todo, são jovens, cheios de vida, de metas e de vontades. Adoram ouvir boa música, sair com os amigos, beber um pouco, fumar talvez, arriscar um palpite sobre artes quem sabe. Têm também, tal qualquer outro jovem, os amores e a sensualidade à flor da pele, na idade de descobrir o mundo e de ser descoberto por ele. Todas as suas semelhanças, no entanto, se anulam por uma condição histórica margeada por anos de guerra, sofrimento, vingança e ódio; ódio extremo, ao extremo e puramente extremista: ela vive em Jerusalém e ele é palestino. Fim de história.

24 janeiro 2013

O que tanto se fala sobre As Vantagens de Ser Invisível

Fonte: We Heart It

O primeiro comentário a respeito de As Vantagens de Ser Invisível, aqui no blog, ocorreu em 2010. Uma de nossas colunistas, na época, tinha acabado de descobrir o lançamento no Brasil e, aparentemente, estava in love por todo o universo complicado de Charlie e de seus amigos. Também a Fernanda, mais recentemente (disso vocês devem se lembrar), classificou a obra como uma de suas leituras prediletas - e mais viscerais - em 2012. A blogueira que lhes fala, no entanto, não sei se por insistência de deixar o livro para lá (como tenho feito com toda a série Jogos Vorazes até hoje), só teve o seu primeiro contato com a história de Stephen Chbosky através do roteiro que recebeu o filme homônimo. Ironias da vida, quem sabe, ou puro senso comum, a verdade é que, ao conhecer em minúcias a riqueza desta trama, pude enfim compreender os motivos que a tornaram tão celebrada em toda a blogosfera e no meio cultural.

Contando com a atuação de Logan Lerman no papel principal (o Percy Jackson meio capenga que inventaram de estragar), o espectador conhecerá aqui a juventude traumática de Charlie, um rapaz extremamente introspectivo, que perdeu seu melhor amigo - após este se suicidar - e passou por poucas e boas na infância. Como é típico nos filmes sobre adolescentes, acompanha-se o protagonista em seus primeiros dias de aula no High School, equivalente ao nosso Ensino Médio, com todo o constrangimento e o medo que costumam vir ao lado da transição. Tudo que poderia ser, todavia, típico, trivial, previsível ou clichê, no longa, acaba por aí. Porque quando Charlie conhece Patrick (Ezra Miller) e Sam (nossa sempre querida Emma Watson), as coisas convergem para um foco completamente distinto e o cinema estadunidense nos presenteia, ocasião muito rara, com um drama sobre jovens que vale a pena conferir.

30 outubro 2012

Sombras da Noite

Tim Burton é um diretor que, de maneira positiva ou negativa, chama sempre atenção para seus novos trabalhos. Em torno de Sombras da Noite - longa lançado neste ano com a participação de atores consagrados como Johnny Depp, Michelle Pfeiffer e Helena Bonham Carter, por exemplo - a atmosfera não poderia ter sido diferente. Especulava-se muito e parece que, ao fim, ninguém acertou realmente qual era o novo universo de fantasia em que a trama de Burton ocorreria. O primeiro engano, na verdade, foi crer que se tratava da tal fantasia quando em sua pura essência, mesmo com vampiros, lobisomens e bruxas, o filme consegue ser bem realista.

Através de uma mistura excêntrica entre humor, romance, drama e sobrenatural, Sombras da Noite conta a história de Barnabas Collins, um rico morador de uma província estadunidense do século XVIII. Meio galanteador, ele se envolve com uma das empregadas da casa, Angelique Bouchard. Desconhece, no entanto, que ao negar-lhe amor, estava não apenas gerando problemas, mas uma grande dor de cabeça ao descobrir que, entre todas as moças, feriu a vaidade de uma poderosa bruxa - e muito vingativa, por sinal. Apaixonado, de fato, por outra mulher, Josette, vê a sua vida fadada à desgraça quando Angelique enfeitiça a mocinha e faz com que se mate. Barnabas, que também preferia ter morrido, é condenado pela bruxa, então, à existência eterna na forma de uma criatura bem popularizada atualmente. Johnny Depp surge daí para dar vida ao personagem como um vampiro branquelo e de unhas longas, o qual permaneceu por centenas de anos aprisionado num caixão e volta em plenos século XX, no auge dos anos 80, disposto a encontrar a nova família Collins e a compreender o mundo dos tempos modernos.

07 agosto 2012

Os filmes mais chatos e estranhos aos quais eu já tive o (des)prazer de assistir


Constantemente vemos postagens por aí listando os melhores filmes já assistidos. Os mais românticos, os mais tristes, que mais fizeram chorar. Os melhores filmes de Coppola, os filmes mais assistidos na Argentina, os maiores filmes dos maiores diretores de todos os tempos... Sempre no topo. Ocorreu-me, entretanto, que a rele também merecia o seu espaço, honestamente falando. E fazendo menção honrosa a alguns deles (perdoem-me os que gostaram destes filmes), cito abaixo os que foram, para mim, os mais chatos e estranhos de minha curta história com a sétima arte.

26 julho 2012

Os Homens que Não Amavam as Mulheres


Título original: The Girl with the Dragon Tattoo
Lançamento: 2012 (EUA)
Direção: David Fincher
Atores: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer
Duração: 152 min
Gênero: Suspense

Em tratando-se de filmes, tenho uma mania um tanto quanto intuitiva de assistir a trailers e criar grandes expectativas em relação a seus enredos, provavelmente pela emoção que deve ser passada naquele curto espaço de tempo, às vezes até inferior a um minuto. Desta maneira, assistindo muito por acaso ao trailer de Os Homens que Não Amavam as Mulheres no cinema, fiquei bastante intrigada com o que aquela história tinha a oferecer, tamanho o mistério e a intensidade que os dois atores protagonistas aparentavam naqueles rápidos flashes de um longa que tinha tudo para ser, no mínimo, perturbador.

Dito e feito. Comecei a assistir ao filme com uns amigos e em meio àquela bagunça de "sessão com a galera', vi-me pedindo encarecidamente que fizessem silêncio para que eu pudesse, enfim, ser tragada pelo forte magnetismo de Mikael e, especialmente, da famosa garota com a tatuagem de dragão, Lisbeth. 

29 março 2012

A Separação

Título original: Jodaeiye Nader az Simin
Lançamento: 2012 (no Brasil)
Direção: Asghar Farhadi
Atores: Peyman Maadi e Leila Hatami
País de origem: Irã
Duração: 123 minutos
Gênero: Drama
Status: Em cartaz

 Em tratando-se de artes, nós, do ocidente, pela tradição que é constantemente alusiva àquilo que conhecemos e gostaríamos de conhecer, acabamos, inevitavelmente, distanciando-nos de culturas distintas, como todo o apanhado da região oriental. Quando a arte é cinema, essa ignorância aos outros costumes fica ainda maior.

Para além dos portões luxuosos de Hollywood e da excelência europeia em emocionar, entretanto, há produções advindas da Ásia que estão dando o que falar, especialmente por compreenderem a polêmica região do Oriente Médio, tipicamente islâmica. É o caso deste A Separação, do diretor iraniano Ashgar Farhadi, que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro ao expor um retrato de seu país sem tomar lados, mostrando habilmente ao espectador a rotina dos nativos e como a Justiça lida com um caso que envolve, simultaneamente, os direitos da mulher, a aplicação da religião e a divisão de classes.

Nader e Simin são casados há 14 anos e vivem um relacionamento estável. Começam a ter impasses, entretanto, quando Simin, a esposa, planeja morar no exterior por um tempo para trabalhar e dar melhores condições de vida à filha do casal, Termeh. Em contrapartida, Nader discorda pois, além de querer que a menina cresça em seu país, precisa cuidar do pai idoso que tem Mal de Alzheimer em um estágio muito avançado, carente de ser assistido. Decidida a partir, ainda que ame o marido, levando em consideração o fato de que o visto obtido logo deve expirar, a mulher pede divórcio para que possa ir sozinha, mas o juiz não aquiesce seu pedido, alegando que os motivos são frívolos, e tampouco Nader concorda com uma separação amigável. Contrariada, Simin volta para a casa dos pais e o esposo se vê obrigado a contratar uma empregada, Razieh, para cuidar do pai doente enquanto ele trabalha. O problema, entretanto, é que a moça extremamente devota está grávida e seu marido, que sofre de depressão por conta do desemprego, não fica sabendo de seu novo ofício. Além disso, futuramente, um terrível incidente vai envolver as duas famílias num julgamento de cunho moral e religioso.


Aparentemente, pela sinopse, alguns fatos podem ser vistos como irrelevantes de um ponto de vista ocidental, mas é daí que vamos conhecendo um pouco desse Irã que também não é, afinal, dos mais repressores entre os islâmicos se levarmos em consideração um Afeganistão e um Iraque completamente corroídos por teocracias antigas, por exemplo.

O grande trunfo de A Separação é mostrar todos os lados da sociedade iraniana. Temos uma Simin moderna, professora, que cultua com os livros, dirige e usa apenas o lenço, negando vestimentas mais fechadas como o xador ou as temidas burcas, que também não estão muito presentes no país, para falar a verdade. Seu marido, Nader, segue os mesmos padrões e apesar de não querer ir para o exterior, auxilia Termeh em seus estudos e na escola, dando-lhe o melhor para a formação de sua educação. Diria até mesmo que os dois passam por agnósticos ou ateus, tendo em vista seu descompromisso com a religião de Alá e as regras impostas pelo Islã que são, em contrapartida, seguidas à risca pela empregada Razieh, uma mulher de origens mais humildes, que se cobre mais, que teme mais e sofre com sua realidade ao lado do marido violento e descontrolado sentimentalmente.


O filme é culturalmente interessantíssimo e o espectador pode ser surpreendido em várias cenas pelo choque de costumes, como quando Razieh liga para um departamento muçulmano com uma questão de fé (uma mesquita, provavelmente) para perguntar se é pecado lavar um senhor com Mal de Alzheimer que urinou nas próprias roupas e não tem condições de fazê-lo si só.

Asghar Farhadi mostra-se todo o tempo como imparcial, retratando as consequências do julgamento e a visão de cada personagem nem como certa ou errada, mas uma visão apenas, ainda que haja mentira ou falta de integridade. Ao final, principalmente, ficam dúvidas e uma interpretação diferente ao cargo de cada espectador, que só vem para reafirmar a transparência e a suposta despretensão crítica em relação ao país de Farhadi.

Em suma, o diretor vem para mostrar os iranianos como seres humanos quaisquer, com modos de pensar, de agir, de rezar, de amar diferentes dos nossos, todavia com muitos sentimentos compartilhados capazes de ultrapassar fronteiras. Fronteiras estas superadas que até conseguiram com que os EUA, anfitriões da cerimônia do Oscar, premiassem o Irã, um de seus maiores inimigos mundiais no momento em termos nucleares, por sua sensível forma de fazer arte.








27 fevereiro 2012

A Invenção de Hugo Cabret

Título original: (Hugo)
Lançamento: 2012 (EUA)
Direção: Martin Scorsese
Atores: Asa Butterfield, Chloe Moretz, Emily Mortimer, Jude Law.
Duração: 126 min
Gênero: Aventura
Status: Em cartaz

É fácil reconhecer um grande filme quando estamos diante dele. Desde o distante início, a propósito, esperava por um belo juvenil da parte do diretor, Martin Scorsese, mas me surpreendi de maneira gratificante com uma história delicada, que redireciona seu enredo muito habilmente para as belezas e o fascínio do cinema antigo. Baseado em livro homônimo, A Invenção de Hugo Cabret tem um brilho natural, sendo verdadeiramente impecável em todos os aspectos possíveis: técnico, roteirístico, histórico, visual, etc, etc.

Logo no início, somos introduzidos, na Paris de 1930, ao mundo de Hugo (Asa Butterfield), um menino órfão que vive nas paredes de uma estação ferroviária a consertar relógios e dar corda neles. Esta habilidade de lidar tão bem com tais mecanismos é a única lembrança que carrega de seu falecido pai, além de um autômato quebrado herdado do mesmo, um "robô" antigo, por assim dizer, capaz de reproduzir movimentos humanos com as combinações motoras corretas. Disposto a reconstruí-lo, acreditando sinceramente tratar-se de uma mensagem póstuma do patriarca, Hugo vai em busca dos instrumentos necessários para a sua montagem, especialmente uma chave em formato de coração, e acaba dando numa loja de brinquedos da estação onde um senhor, George, ao lado de sua afilhada, Isabelle (Chloe Moretz), demonstra ter alguma ligação com o contexto que envolve a complexidade do autômato. Juntamente da menina, que acaba tornando-se sua amiga muito sutilmente, o protagonista consegue, enfim, dar vida ao mecanismo e a mensagem que o aguarda é enigmática: responsável por conduzi-los numa bela aventura pelas entranhas da estação e os remotos primórdios do cinema fantástico.

É sensacional a mistura de elementos culturais com as quais o filme lida. A atmosfera de A Invenção de Hugo Cabret é uma homenagem artística a parte, envolvendo, num apanhado geral, literatura, música e a sétima arte com paixão e fluidez dignas de um cineasta distinto e inovador como Scorsese. O que era para ser infantil, a propósito, traz consigo toda uma aura serena, capaz de provocar risos e enormes sorrisos nos rostos de espectadores de todas as idades.

O enredo delicado mexe com as maiores alegrias e tristezas da humanidade, cheio de vida pulsante e uma inocência descompromissada. Fica por conta do cenário grande parte do encantamento que é comum sentir ao assistir a filmes de tal categoria. Somos constantemente embalados pelo modo de vida da sociedade francesa que se utilizava dos trens na época, efusiva em suas clássicas músicas e danças, na beleza de suas flores frescas e coloridas, na graciosidade de seus figurinos e sua efervescência inspiradora. Também, principalmente, haverá o espectador de simpatizar com Hugo Cabret e sua inteligência precoce, sua vontade de mudar o mundo e ser uma peça única no mecanismo terrestre. Isabelle vem para complementar o menino, a amiga inteligente e bondosa, apaixonada por livros e deslumbrada com a possibilidade de viver uma aventura real, fora das páginas que tantas vezes lhe acolheram.

Muito habilmente, o autor desta história soube implantar, em meio à toda fantasia, uma homenagem a um cineasta real, que viveu na época em que o filme é retratado. Georges Méliès (1861 - 1938) foi um ilusionista de sucesso e precursor do cinema, grande incentivador do uso de equipamentos fotográficos para a criação de efeitos fantásticos. Responsável pela produção de mais de 500 filmes, um de seus longas mais famosos é indicado, até hoje, no livro 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer, Le voyage dans la Lune, de suma importância no enredo de A Invenção de Hugo Cabret, a propósito.

Deparar-se-á aqui com algo distinto, bonito - no sentido mais amplo da palavra -, refinado e também simples, com valores comuns, acrescidos do mecanismo fantástico da imaginação humana. Sem sobrenaturalismos ou cenas dignas do título de clichê, o filme, com a realidade e uma pitada de infância e viço, consagra-se em 2012 no cenário profissional com 5 prêmios da academia do Oscar advindos de 11 indicações e no coração de seus gratos espectadores com uma brisa de novidade e tradicionalismo que, juntos, tornam A Invenção de Hugo Cabret uma atração deliciosa, capaz de enternecer, nem que por segundos, o mais bravo e insaciável aventureiro das estradas do cinema.


E para os interessados, a página do livro no Skoob: A Invenção de Hugo Cabret, que promete ser tão bom quanto o filme, segundo seus resenhistas.

Uma boa segunda-feira a todos,

12 setembro 2011

Filmes Românticos e Príncipes que não aparecem.



Filmes românticos foram feitos para me deixar triste. Afinal, onde em toda minha vida vou encontrar um príncipe como no filme Querido John que me ame tanto? Nunca tive aquele melhor amigo de infância que é apaixonado por você mas somente quando vocês estão adultos que esse amor vem a tona; e ninguém nunca me fez uma serenata. Nunca fiquei abraçada com alguém vendo o por do sol... Coisas desse tipo me deixam triste pelo simples fato de não saber se isso realmente acontecerá na minha vida. Encontrar minha alma gêmea, o amor eterno, alguém que ame de verdade e precise dele mais do que preciso respirar? Pode ser tudo ficção, mas para mim, é um passo que pretendo alcançar, um objetivo. Assim como você traça uma meta de passar naquela prova ou ir no show daquele seu ídolo, eu construí na minha vida a meta de viver um amor digno de filme. Pode ser como em Cartas para Julieta, que os 2 não se gostavam por não ter nada em comum mas no fim percebem que se amam e a Sophie faz de tudo (até mesmo desmanchar seu noivado) para ficar com o seu Romeu. Deve ser difícil achar alguém, até porque nós nunca saberemos se realmente é a TAL pessoa. E não adianta procurar, isto acontece, independente de dia, hora e lugar. Mas por favor, TEM que acontecer! Ou será que o problema é comigo? Eu que não enxergo as oportunidades que passam apenas por achar que meu príncipe virá cavalgando em seu cavalo branco? (entenda que isto é apenas uma metáfora rs) Hope it happens soon!
E com vocês, já encontraram seu príncipe, conhecem alguma história parecida? Conte-me nos comentários, estou louca para saber!!

ps: Na coluna de segunda devo falar de sentimentos, provavelmente... O que acham? Qualquer coisa posso trocar, só falar!
Beijos,



21 agosto 2011

Sugestão de nova coluna: Cinema cult

   Confabulando comigo mesma sobre a possibilidade de encaixar na grade mensal do blog uma nova coluna, uma vez que conseguimos nos organizar e adquirir uma frequência certa, pensei em algo que pudesse ser inovador e abrangesse mais esse lado cultural distinto que gosto de abordar por aqui.
   De livros, creio que tenhamos o suficiente. A carga é pesada e a produção de mais de uma resenha por semana pode acabar mexendo com meus padrões de leitura e a própria qualidade do texto. Publicidade cansa e não é algo realmente novo... Chego então aos filmes. Mas que filmes? Harry Potter, Piratas do Caribe? Nada de muito inovador também. Além de quê, não é sempre que acompanho os lançamentos do cinema, perdi esse costume há algum tempo. Passando por meus arquivos na memória, chego ao meu filme predileto, do qual já inclusive falei aqui no blog. O Segredo dos Seus Olhos, argentino, vencedor do Oscar de Melhor Estrangeiro, mas não tão popular quanto um Capitão América. Então por que não trazer estas raridades do cinema aos queridos leitores do Na Parede do Quarto? Por que não apostar nessa vertente magnífica que tem em si o lado mais puro da cultura erudita? Por que não mostrar ao espectador do típico cinema de Hollywood, o melhor da Itália, da França, as mais premiadas em todo o mundo? Por que, em vez, de Hollywood, não conhecemos a enorme indústria indiana de Bollywood? E ainda, o próprio cinema brasileiro, talvez não Se eu fosse você, mas alguns que não estouraram tanto em vendas quanto o popular queridinho da Rede Globo.
   Diga então, caro leitor, você topa essa viagem pela sétima arte comigo?
   Para ilustrar melhor, alguns filmes que poderiam/poderão aparecer nesta coluna e um de que já fiz a resenha. O Segredo dos Seus Olhos, neste link.

O Labirinto do Fauno
Título original: (El Laberinto del Fauno)

Lançamento: 2006 (México, Espanha, EUA)
Direção: Guillermo del Toro
Atores: Ivana Baquero, Doug Jones, Sergi López, Ariadna Gil.
Duração: 112 min
Gênero: Ficção
Status: Arquivado
   Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.



Mar Adentro
Título original: (Mar Adentro)

Lançamento: 2004 (Espanha)
Direção: Alejandro Amenábar
Atores: Javier Bardem, Belén Rueda, Lola Dueñas, Mabel Rivera.
Duração: 125 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
   Ramón Sampedro (Javier Bardem) é um homem que luta para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude ele sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que lhe gera problemas com a igreja, a sociedade e até mesmo seus familiares.


 
 
 
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Título original: (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)

Lançamento: 2001 (França)
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Atores: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau.
Duração: 120 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
   Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.
 


 
   Além disso, as resenhas contariam com links de download para os filmes ou, aos mais impacientes, como eu, para assistirem online.
   Espero que aprovem a ideia e, caso sejam apreciadores do cinema dito como "cult", deem sugestões dos filmes que podem vir por aí.
   Abraços,


31 janeiro 2011

Sonhos, Ideias...

"Somente quando nós acordamos que percebemos que algo foi estranho."

Esses dias eu vi o filme A Origem e fiquei pasma com ele. O filme fala sobre sonhos, que as vezes ele pode ser tão real que você fica em dúvida se ele é real ou não. E certamente em várias cenas me provocou surpresa ao saber que o que eu achava ser real, era na verdade um sonho. E isso acontece muitas vezes comigo, enquanto durmo sonho com coisas que parecem realidades. Me espanto, rio, corro, e se for pesadelo até grito! Mas aí percebo que apenas estou sonhando, mas com este filme, me deixou uma certa dúvida se o que vivemos é um sonho ou tudo é a realidade...
Leonardo DiCaprio faz mais um papel incrível mostrando como você pode tirar informações e inserir ideias na cabeça das pessoas (claro, isso é um filme rs). Mas se você parar e pensar, quantas vezes você já fez uma ideia entrar na cabeça da pessoa? Observe. EU falo para você não pensar em sorvete e o que você pensa? SORVETE! Eu sei, é um exemplo um tanto tosco, mas é para entender que, uma simples palavra pode gerar um plano, uma ideia, uma história enorme! Claro, se você pensou em sorvete a única ideia que você teve é de ir na padaria comprar um. E eu sei que a história não vai ser grande, pois você vai comer o sorvete e pronto. ACABOU. Mas e se eu falasse em viagem? Você ia montar um plano de viagem, aí sim, a história seria grande. Mas a que ponto eu pretendo chegar?
Já pensou que tudo que vivemos é apenas ilusão? Você pode estar dentro de um sonho agora, mas você acha que é real de tão real que os sonhos são! Acho que você deveria ver o filme para entender um pouco da relação que quero fazer. No domingo, uma garota do meu colégio voltou da Disney, na qual ela passou por 2 semanas os melhores dias da vida dela e agora ela voltou para a realidade. E só agora ela percebeu que aquilo tudo foi um sonho! Entenderam? Coisas que desejamos, por muito tempo, e conseguimos realizá-los depois, não passam de sonhos. Mas claro, sonhos reais.
Para terminar este post e deixá-los um pouco mais confusos (porque eu começei a ficar rs) deixo-lhes esta frase do filme A origem:
" Você está esperando um trem. Um trem que vai te levar para bem longe. Você não tem certeza para onde ele irá te levar. Mas não tem importância..."