Confabulando comigo mesma sobre a possibilidade de encaixar na grade mensal do blog uma nova coluna, uma vez que conseguimos nos organizar e adquirir uma frequência certa, pensei em algo que pudesse ser inovador e abrangesse mais esse lado cultural distinto que gosto de abordar por aqui.
De livros, creio que tenhamos o suficiente. A carga é pesada e a produção de mais de uma resenha por semana pode acabar mexendo com meus padrões de leitura e a própria qualidade do texto. Publicidade cansa e não é algo realmente novo... Chego então aos filmes. Mas que filmes?
Harry Potter, Piratas do Caribe? Nada de muito inovador também. Além de quê, não é sempre que acompanho os lançamentos do cinema, perdi esse costume há algum tempo. Passando por meus arquivos na memória, chego ao meu filme predileto, do qual já inclusive falei aqui no blog.
O Segredo dos Seus Olhos, argentino, vencedor do Oscar de Melhor Estrangeiro, mas não tão popular quanto um
Capitão América. Então por que não trazer estas raridades do cinema aos queridos leitores do Na Parede do Quarto? Por que não apostar nessa vertente magnífica que tem em si o lado mais puro da cultura erudita? Por que não mostrar ao espectador do típico cinema de Hollywood, o melhor da Itália, da França, as mais premiadas em todo o mundo? Por que, em vez, de Hollywood, não conhecemos a enorme indústria indiana de Bollywood? E ainda, o próprio cinema brasileiro, talvez não
Se eu fosse você, mas alguns que não estouraram tanto em vendas quanto o popular queridinho da Rede Globo.
Diga então, caro leitor, você topa essa viagem pela sétima arte comigo?
Para ilustrar melhor, alguns filmes que poderiam/poderão aparecer nesta coluna e um de que já fiz a resenha. O Segredo dos Seus Olhos,
neste link.
O Labirinto do Fauno
Título original: (El Laberinto del Fauno)
Lançamento: 2006 (México, Espanha, EUA)
Direção: Guillermo del Toro
Atores: Ivana Baquero, Doug Jones, Sergi López, Ariadna Gil.
Duração: 112 min
Gênero: Ficção
Status: Arquivado
Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.
Mar Adentro
Título original: (Mar Adentro)
Lançamento: 2004 (Espanha)
Direção: Alejandro Amenábar
Atores: Javier Bardem, Belén Rueda, Lola Dueñas, Mabel Rivera.
Duração: 125 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Ramón Sampedro (Javier Bardem) é um homem que luta para ter o direito de pôr fim à sua própria vida. Na juventude ele sofreu um acidente, que o deixou tetraplégico e preso a uma cama por 28 anos. Lúcido e extremamente inteligente, Ramón decide lutar na justiça pelo direito de decidir sobre sua própria vida, o que lhe gera problemas com a igreja, a sociedade e até mesmo seus familiares.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Título original: (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)
Lançamento: 2001 (França)
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Atores: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau.
Duração: 120 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.
Além disso, as resenhas contariam com links de download para os filmes ou, aos mais impacientes, como eu, para assistirem online.
Espero que aprovem a ideia e, caso sejam apreciadores do cinema dito como "cult", deem sugestões dos filmes que podem vir por aí.
Abraços,