"Ontem me perguntei por que eu sentia necessidade de me levantar exatamente na mesma hora do dia anterior e fazer tudo como fiz no dia do anterior. Por quê? O que motiva qualquer um de nós a fazer as coisas que fazemos, quando no fundo uma parte da gente só quer se libertar de tudo?"p. 9
New Adult é o gênero do momento. Todos os tipos de livro que explorem um pouco mais da sexualidade feminina na contemporaneidade, em meio a um instante em que as mulheres querem ser donas de si - de todas as maneiras possíveis - também estão rendendo história. E com a da mocinha Camryn não poderia ser diferente. "Mocinha", aliás, não é sequer o vocábulo adequado para caracterizar esta nova onda de personagens decididas, desinibidas e apaixonadas que estão surgindo.
Entre o Agora e o Nunca, inevitavelmente, segue esta linha. E conta com a sua parcela de pessoas complicadas. Camryn, primeiramente, está numa fase em que a vida, definitivamente, não está boa (uma grande porcaria, para ser franca, em termos de calão): seu namorado, a quem se entregou e por quem sente um amor pleno, morreu num acidente de carro há alguns meses; seu irmão mais velho, por outra lado, vive agora nas celas de uma cadeia; seus pais se separaram e, como se não pudesse piorar, perdeu o amparo da melhor amiga, Natalie, quando esta descobriu que o namorado nutria uma paixão não correspondida por Camryn. Cansada de tudo, da dor e do cotidiano estático que leva em meio à depressão e à letargia, a protagonista, com a devida licença poética, decide jogar tudo para o alto e colocar o pé na estrada sem rumo, comprando um bilhete na rodoviária para o primeiro lugar dos Estados Unidos que vem à sua mente.

































