08 outubro 2011

7 desejos da Ana #9

Boa tarde, caríssimo leitor!
É chegado o final de mais uma quinzena, esta especial, com tantas novidades que o blog teve e ainda terá. Entre outras coisas, agradeço a todos vocês que nos leem e nos seguem, contribuindo e alimentando esta página que cresce a todo vapor. Após termos alcançado a marca de 500 seguidores no começo de setembro, iniciamos outubro com cerca de 600 e, não tenham dúvidas, muito felizes.
Na semana passada, como muitos sabem, completei mais um ano de vida e com tantos livros inesperados que chegaram pelos correios por aqui, não deveria sequer estar pensando em 7 desejos... Contudo, como sei que muitos prezam o conteúdo desta postagem e como até a leitura de vários livros, um dia, chega ao final, apresento-lhes a nona edição dos 7 desejos da Ana.


Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 
Quem já leu Zafón sabe que o cara é bom, muito bom mesmo no que faz. Impossível não nos rendermos às suas obras ricas em detalhes, cheias de personagens cativantes, uma escrita incrível e um mistério que promete abalar as estruturas do enredo.
Quando vi Marina, pensei: Preciso desse livro!

 Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor? Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
 Pré-lançamento da Editora Arqueiro que está causando um verdadeiro burburinho... Gosto muito da temática da história, da abordagem à Índia, desse lado meio místico de reconhecer o amor nos olhos do animal... Tudo indica que será um grande livro!



Antes dos cientistas encontrarem a cura, as pessoas pensavam que o amor era uma coisa boa. Elas não entendiam que uma vez que o amor – o delírio – floresce em seu sangue, não há como escapar. As coisas são diferentes agora. Os cientistas conseguem erradicar o amor e os governos exigem que todos os cidadãos recebam a cura quando completam dezoito anos. Lena Holoway sempre ansiou o dia em que ela estaria curada. Uma vida sem amor é uma vida sem dor: segura, medida, previsível e feliz.
O livro - que ainda não chegou no Brasil, a propósito - fez a fama e se consagrou com o favoritismo brasilerio. Acho genial a ideia de Lauren Oliver de abordar um sentimento tão forte como uma doença, uma espécie de analogia, até uma metáfora, quem sabe. Além disso, envolver questões de liberdade e distopia em meio a uma temática dessas é um trunfo de um autor que merece atenção, certamente. 




Edimburgo, 1874. Jack nasce no dia mais frio do mundo, com o coração… congelado. A Dr.ª Madeleine, a parteira (segundo alguns, uma bruxa) que o trouxe ao mundo, consegue salvar-lhe a vida instalando um mecanismo – um relógio de madeira – no seu peito, para ajudar a que o coração funcione. A prótese funciona e Jack sobrevive, mas com uma condição: terá sempre de se proteger das sobrecargas emocionais. Nada de raiva e, sobretudo, nada de amor. A Dr.ª Madeleine, que o adopta e vela pelo seu mecanismo, avisa: o amor é perigoso para o teu coraçãozinho. Mas não há mecânica capaz de fazer frente à vida e, um dia, uma pequena cantora de rua arrebata o coração – o mecânico e o verdadeiro – de Jack. Disposto a tudo para a conquistar, Jack parte numa peregrinação sentimental até à Andaluzia, a terra natal da sua amada, onde encontrará as delícias do amor… e a sua crueldade.
Achei a história de A Mecânica do Coração genial. Um estilo distinto e até uma certa melancolia que se destaca em meio a outras qualidades. Outra característica que certamente não passou batida foi a capa muito bem feita.

Quando um anúncio um tanto estranho aparece no jornal, dúzias de crianças consideradas "espertas" se inscrevem para fazer uma série de provas misteriosas e complicadíssimas. (E você, caro leitor, pode testar sua esperteza junto com elas.) Mas, no final, apenas quatro crianças muito especiais conseguem ser aprovadas. O desafio: partir em uma missão secreta que só os mais inteligentes e criativos seriam capazes de completar. Mas, quando a nova amizade que cresce entre elas está ameaçada, será que vão conseguir passar no teste mais importante de todos? Reynie, Kate, Sticky e Constance são mais do que especiais e, cada um dos quatro com seu talento ímpar, compõem a Misteriosa Sociedade Benedict. Agora, eles são os únicos que poderão destruir um plano maligno que põe em risco todos os habitantes do planeta.
  Algo nesse livro me remete a Desventuras em Série. Talvez sejam as crianças prodígio, talvez seja a capa ou a própria história. Acho que esses juvenis com ares de intelectualidade são valiosos e sempre válidos a quem quer uma boa leitura.

Noah tem oito anos e acha que a maneira mais fácil de lidar com seus problemas é não pensar neles. Quando se vê cara a cara com uma situação muito maior do que ele próprio, o menino simplesmente foge de casa, aventurando-se sozinho pela floresta desconhecida. Logo, Noah chega a uma loja mágica de brinquedos, com um dono bastante peculiar. Ele tem uma história para contar, uma história cheia de aventuras que termina com uma promessa quebrada, uma história que vai levar o fabricante de brinquedos a pensar sobre o seu passado e Noah a pensar sobre aquilo que deixou para trás. Em seu primeiro livro juvenil desde o best-seller O menino do pijama listrado, o escritor irlandês John Boyne cria um mundo que mistura contos de fadas com os problemas mais cotidianos de um garoto comum. Esta fábula leve e inteligente prende os leitores presos até o final com dois grandes mistérios: por que Noah fugiu de casa e quem é o fabricante de brinquedos?
Sou frustrada por nunca ter lido algo de John Boyne e por sempre querer acrescentar um livro dele às minhas listinhas. Achei a história de Noah Foge de Casa meiga. Um pouco infantil, mas não menos valiosa. Talvez até mais por essa inocência.

Com mais de 23 milhões de livros vendidos e traduzidos em 42 línguas, o autor francês mais lido no mundo, Marc Levy, volta a cativar os leitores em seu oitavo livro. Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh - empresário brilhante, mas pai distante - não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai - e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 
Nunca tinha parado para prestar atenção em Tudo aquilo que nunca foi dito, mas, enquanto preparava a postagem de hoje, deparei-me com ele por acaso e gostei, gostei sinceramente do que vi. Uma história sobre relacionamente entre pais e filhos com ares nostálgicos e com uma viagem em meio a tudo isso. Um drama, no mínimo, atraente.

Espero que tenham se interessado pelos livros de hoje!
Um bom sábado a todos!
 

 

11 comentários:

Aione Simões disse...

Oi Ana!
Não importa quantos livros a gente compre ou ganhe, sempre tem uma lista de desejados né?
O que mais quero dessa sua é Tudo Aquilo que Nunca Foi Dito. Esse título e essa capa me prendem de um jeito que não sei explicar, chamam demais minha atenção, sem contar que a sinopse é linda!
Também quero Delirium, A Maldição do Tigre e Marina!
Beijão!

PamFardin disse...

'A misteriosa sociedade Benedict' (amei Desventuras em série) e ' A maldição do tigre' foram os que mais me chamaram a atenção, devem ser ótimos *-*

Beijos
aritmeticadasletras.blogspot.com

Esmalte de Morango disse...

Hey Ana!
Desses da sua lista o que eu estou mais interessada é A Maldição do Tigre. Gosto muito de livro assim, de fantasia.
A misteriosa sociedade Benedict parece também ser um ótimo livro. Vou procurar mais sobre ele!

Beijão
http://manialiteraria.blogspot.com/

Bruno M disse...

Lauren Oliver é a melhora. Delirium é ótimo, tu irá gostar MUITO!

Carol Espilotro, disse...

Estou louca para ler Deliruim e A Maldição do Tigre, esses dois livros chamaram muito minha atenção! Quero muito *-*

Beijos, World of Carol Espilotro x

Michelle' disse...

De todos esses que parecem ser muito bons, eu quero muito ler A maldição do tigre e Delirium, são tantos livros desejados! *-*
E parabéns pelas conquistas do blog, eu realmente adoro aqui e sempre venho fazer uma visitinha.
Beijinhos
Michelle, Minha Bagunça

Eduarda Menezes disse...

Sério problema: Amei tudo que foi mostrado ¬¬ Eu vou faliir, meu Deus! Ótima escolha de livros!! Interessantíssimo esse A Misteriosa Sociedade Benedict, lembrou-me um pouco A Fantástica Fábrica de Chocolates talvez por o caráter de competição entre as crianças, amei esse enredo! Também sempre quis ler algo do John Boyne e até agora não li nada, a capa do Noah Foge de Casa é super fofa! Tudo Aquilo Que Não foi Dito parece ser daqueles que nos fazem chorar copiosamente mas amei a sinopse e a história promete ser linda e cheia de surpresas. A Maldição do Tigre já quero há um tempo e Marina, bem, esse nem se fala pois AMO Carlos Ruiz Zafon e tudo que ele escreve. Até se fosse lançado uma carta do autor eu acho que comprava e obviamente já garanti o meu exemplar na pré-venda! ^^

Por mais que nós estejamos atoladas de livros em casa para ler a nossa wishlist não para de crescer! Não tem jeito Ana rsrs Adorei os seus desejos e refletiram completamente os meus próprios! :)

Bjão!

Sanzinha disse...

Hey, Ana!

Quero A Maldição do Tigre e Delirium, e quero jááááááá!!!
rrsrs
E a lista não para de crescer nunca mais. OMG!

Beijinhos e linda semana pra vc!

Nathália Risso disse...

Oi Aninha!!
Muitos dos seus desejados são meus também!
Quero muito ler A Maldição do Tigre, Noah foge de casa e Tudo aquilo que nunca foi dito! Mas o que mais me chama a tenção é A Mecânica do Coração: a capa é belíssima, e a sinopse então... desejo MUITO!
Obrigada pela visita e pelo comentário!
Tem post novo no blog: Novidades Literárias #20
Passa lá :)
Participe também das promoções do blog!
Beijos, Nath
@brgnat
Books In Wonderland - http://www.booksinwonderland.com

Camila Costa disse...

ótims desejos Ana *-* quero muuuuuito ler delirium o tema é simplesmente fantástico *-*
a maldição do tigre também está entre os meus desejados *-*

Teorias de Gi disse...

Acho q esse 7 desejos de Ana é o unico q posso dizer q são os 7 deseos de Gi rsrsrsrsrsrsrs adorei os 7 queria ter o privilégio de ler um por um, Delirium me chamou muito a atenção o Amor tratado como uma doença e quem dera pudessemos realmente nos curar dele, A misteriosa Sociedade Benedict, eu adoro o filme Desventuras em série e adoro crianças prodigio...A Mecânica do Coração, muito interesssante imagino como deve ser a vida deste rapaz, o que ele tera q fazer para lutar contra seus sentimentos e ainda mais um sentimento lindo, inconstante e inevitável como o amor...Marina, tem cemitério e um ar misterioso, simplesmente amo de paixão...ai temos fantasia meu ponto fraco para leitura e relacionamentos como pai e filho, amigas sempre me comovem.