17 abril 2011

A Última Música, Nicholas Sparks

A Última Música – Nicholas Sparks

Editora Novo Conceito, 376 páginas


   “Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seus pais se divorciam e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte.
   O pai de Ronnie, ex-pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda, começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor – jamais sentida.
   Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A ÚLTIMA MÚSICA demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.”

   Antes de falar qualquer coisa sobre o livro, declaro que foi o primeiro título que li do tão adorado e renomado Nicholas Sparks. Se gostei do livro? Sim, gostei. Dificilmente não gostaria. Se esperava mais? Certamente...
   Não me compreendam mal, isso não quer dizer que eu não tenha gostado da história e tudo mais. Aqui, a questão é mais pessoal. Em um livro, prezo muito a narração longa e detalhada, pois acredito que seja esse o diferencial entre a riqueza de uma obra literária e de um filme adaptado, por exemplo. Em A Última Música, entretanto, ao menos no começo, eu senti a forte presença de um texto roteirístico, que dá muito valor às falas e ações. Com o desenvolver da história, felizmente, a narração ganhou caráter mais significativo e importante. Nicholas Sparks passou a explicar mais os sentimentos de cada personagem e acabou, de uma forma ou de outra, atendendo a alguns dos meus requisitos literários.
   Tratando-se de personagens, achava a protagonista Ronnie extremamente chata no início da história. Sabe aquele típico rebelde sem causa com síndrome de perseguição (sentimentos acho-que-sou-o-centro-do-universo)? Pois bem, esta era a Ronnie para mim. Uma adolescente que discutia com a mãe, não falava com o pai há 3 anos por ele ter ido embora – e ela nunca tinha se importado em saber o porquê -, saía de casa sem hora para voltar e ainda, em um momento de carência no qual muito provavelmente queria apenas chamar atenção, roubou em Nova York. Com o passar da história e o decorrer dos fatos, especialmente em momentos com o seu demasiadamente sereno pai, Steve, e o adorável e apaixonante Will - que apesar de todas as características para ser fútil e esnobe, foi um doce em todos os instantes, tolerante e sempre sustentou Ronnie em cada queda sua - a mocinha cresceu, apareceu e mostrou ter um grande coração.
   Will é o típico herói do romance. Ele é quase perfeito: bonito, educado, atleta, endinheirado e ainda trabalha para ser independente. Venhamos e convenhamos, é o estereótipo do par ideal de toda protagonista de histórias amorosas. Além disso, Ronnie e Will fazem o já conhecido por todas nós casal dos opostos. Ele, o popular da escola e ela, a oprimida, repelida pelas outras garotas que não estão no mesmo nível intelectual ou de maturidade. Ah vá! Quando soube do romance, achei o modelo meio passado, uma vez que, centenas de outros livros de sucesso seguem essa mesma linha, mudando apenas os nomes e as características dos personagens. Nicholas Sparks subiu um pouco no meu conceito quando fez que a sua Veronica amadurecesse e explorou muito bem o sentimento puro entre os dois, de amor mesmo, sabe? As descrições, embora simples, trazem um quê de grandiosidade. A relação entre eles é bonita, é pura e sincera, sem apelos sexuais (como em outras séries famosíssimas das quais não citarei os nomes). Sparks visivelmente não vende sexo, não acelera nada: tudo segue a ordem natural dos fatos.
   Outros personagens como Steve, Jonah e Blaze também emocionam muito ao longo da história. Há muitas guinadas na vida de todos eles e nós acompanhamos sempre curiosos para saber o que vai acontecer no capítulo seguinte. Devo ressaltar que, apesar de serem narrados em 3ª pessoa, cada capítulo leva o nome de uma das personagens e, indiretamente, narra sob a visão desta mesma. Aprecio isso em alguns momentos, pois tudo torna-se mais explicativo e poucos fatos não ficam esclarecidos para o leitor. Há, entretanto, particularmente falando, uma falha no que diz respeito à desenvoltura do autor, que torna tudo muito mais fácil e não desafia as dificuldades literárias de um escritor para chegar à sua plenitude. Em uma história narrada sob o ponto de vista de uma só personagem, fica mais complicado esclarecer tudo o que se passa pelas entrelinhas. Conta vantagem, todavia, o autor que é capaz de realizar tal feito sem perder nem coesão nem coerência e se auto desafia a superar a história que dá importância a muitas personagens quando, na verdade, há apenas um protagonista.
   O autor trabalha com contrastes que valem ser lembrados. Enquanto os irmãos Ronnie e Jonah estavam acostumados com o ambiente caótico e cosmopolita de Nova York, são obrigados a morar em Wrightsville, um lugar extremamente tranquilo, na costa da Carolina do Norte. Há as duas faces extremas da protagonista: a rebelde e inabalável, e a doce e sensível. Há até mesmo núcleos extremos da história. De um lado os corretos como Will, Jonah, Steve, Megan e Harris, por exemplo; passando pelos mais complexos que agem às vezes erroneamente - contudo não ruins, apenas incompreendidos ou egoístas mesmo - como Kim, Susan, Tom e Scott, indo aos mais errados, nem sempre de corações impuros, mas que simplesmente não seguem o regimento educado da sociedade, tais como a própria Ronnie (no início, ao menos), Blaze, Marcus, Teddy e Lance.
   Os núcleos de Nicholas Sparks certamente irão lhe emocionar, causar-lhe raiva, paixão, pena, dor, medo, carinho, adoração, tristeza e todos os outros sentimentos comuns e puros da vida cotidiana que o autor realmente sabe levar à sua obra simples, mas não menos valiosa.
   Sparks, com A Última Música, não se tornou um dos meus autores favoritos, porém emocionou-me ao ponto de chorar de indignação e, ao fim enfim, fazer-me sorrir e valorizar cada pequeno momento, menor seja ele.

16 abril 2011

Outono/Inverno Através do Looklet

    Alguém aqui já ouviu sobre o Looklet? Sim? Não? Pois trata-se de um site sueco, criado em 2009, muito bem organizado, uma verdadeira atração para os profissionais, amadores ou simplesmente interessados no ramo da moda que dá a oportunidade de todos abrirem uma conta para comporem os seus looks com as muitas milhares de peças do acervo. Todas as peças são de marcas famosas e reais, tais como grifes de alta costura, Dolce and Gabbana, Yves Saint Laurent, Chanel, Dior, Loubotins, às mais populares ou simplesmente as marcas de streetstyle, Urban Outfitters, Forever 21, Tokyo Stop, Vintage, H&M, Zara, etc...
   O aplicativo do Looklet permite que você componha esses looks com várias modelos reais, podendo combinar as peças entre si, fazer sobreposições, abrir casacos, amarrar blusas e tudo o mais. Além disso, há cenários para as fotos e até mesmo efeitos  fotográficos para compormos verdadeiros editoriais.
   Foi utilizando-me do site que compus looks (com algumas dicas) que serão muito vistos neste outono/inverno de 2011.














Deem suas opiniões. Qual(is) o(s) seu(s) look(s) favorito(s)?

14 abril 2011

Citações românticas...

   Trago hoje aqui algumas citações de livros que adoro e me encantaram ao falar de amor de formas tão sutis, distintas e, contudo, não menos encantadoras. Como já dizia Machado de Assis, falando-se de paixões, amores e desamores: "Cada qual sabe amar a seu modo, o modo pouco importa, o essencial é que saiba amar".


  
ERRATA: [...]e juntos eles subiram para a Cidade Alta, e todas as estrelas no céu floriram.




Qual a sua citação favorita? Qual ou quais destes livros já leram? Opinem, comentem, AMEM...


12 abril 2011

Lançamentos literários por aí...

   Vagando pelos sites de diversas editoras brasileiras, selecionei 5 lançamentos para compartilhar com vocês...

Três Sombras - Cyril Pedrosa (Companhia das Letras)
   Joachim e seus pais — Louis e Lise — vivem distantes do resto do mundo. A vida é tranquila e cheia de pequenos prazes na casinha rodeada por colinas. Mas um dia três sombras surgem no horizonte, montadas em cavalos, com capas negras e os rostos cobertos por capuzes. Sua presença silenciosa aos poucos se torna onipresente, aterrorizando a família e levando Louis à terrível conclusão de que as três entidades estão ali para buscar Joachim. Então Louis recusa-se a aceitar as engrenagens do Destino, e parte com o filho em uma viagem febril e desesperada. Nessa jornada quase alegórica, retratada com o traço preciso de Cyril Pedrosa — que ora revela a inocência de um olhar, ora ameaça à espreita —, pai e filho atravessarão lugares inóspitos povoados por seres trapaceiros e imorais, enquanto tentam, de todas as maneiras possíveis, escapar do encontro com a morte.

O Caso Laura - André Vianco (Editora Rocco) 
  Abalada pela doença do pai e com um passado que lhe pesa na consciência, Laura encontra um pouco de consolo na amizade com Miguel, um homem com quem conversa diariamente em um banco de praça e cujas palavras funcionam como um bálsamo para seu coração dilacerado. O que a jovem não sabe é que seu amigo está sendo observado por Marcel, um detetive particular contratado por um cliente misterioso que se preocupa com ela e desconfia que há algo errado.
Paralelamente, acompanhamos a história de Alan, um investigador da Polícia Civil que nunca se recuperou da morte da mulher, assassinada durante uma troca de tiros em plena rua. Suspeito de quatro homicídios, o policial está na mira da Corregedoria e é observado de perto por Gabriela, a bela agente encarregada de verificar se ele é mesmo culpado. Juntos, eles acompanham o caso de Débora, uma viciada em drogas encontrada morta com o rosto desfigurado por golpes violentos.
Conforme seu trabalho avança, Marcel percebe que uma aura de mistério cerca Miguel, que só pode ser rastreado até certo ponto. Sentado em um bar de uma comunidade pobre, o detetive particular vê seu alvo sumir dentro de um barraco que parece bastante movimentado. Quando ele finalmente consegue entrar pela mesma porta que seu alvo, uma surpresa: o lugar não passa de um cubículo quente, escuro e sem janelas, inteiramente vazio. Nesse ponto, Marcel já está completamente fascinado por Laura, o que transforma a descoberta da verdade em uma questão de honra.

First Light - Dois mundos, um segredo - Rebecca Stead (Editora iD)
   Quando a mansão de um milionário, na Groenlândia, corre risco de desabamento graças ao aquecimento global, o pai de Peter, um cientista especializado em formações glaciais, é chamado para estudar o caso, e o melhor é que ele poderá levar a família na viagem. Peter fica completamente empolgado por acompanhar o pai em aventuras das quais só tinha ouvido histórias. Enquanto isso, Thea vive com seu povo, confinada no subterrâneo do gelo polar, e sonha em algum dia ver a luz do sol. Mas em meio à imensidão branca do Ártico, os dois vão descobrir que algo os une e que suas vidas estarão cruzadas para sempre.
A Restauração das Horas - Paul Harding (Editora Nova Fronteira)
    Em uma estreia literária que valeu o Pulitzer de ficção em 2010, o autor Paul Harding, conta a história de um relojoeiro chamado George Washington Crosby, que em seu leito de morte começa a ter alucinações, e vê as paredes e o teto de seu quarto se destruírem, sendo seguidos pela queda do céu e das estrelas. Aos poucos George vai percebendo que o tempo se desprendeu do relógio, permitindo que ele faça uma viagem de volta a sua infância, recuperando memórias de um passado sofrido, em que foi abandonado pelo pai – um homem doente e sem rumo.  
   A restauração das horas, é uma obra que lida com as diferenças entre gerações, e que reafirma, de forma simples e bela, que a perda de um ente querido, faz parte de uma feroz, e inevitável, poesia da natureza.
Especiais - Scott Westerfeld (Galera Record)
   Continuação da série Feios...
    Tally sempre esteve à frente do seu tempo e pronta para fazer truques super borbulhantes antes mesmo de ir para Nova Perfeição. Seja enquanto feia ou perfeita, ela nunca foi uma menina comum. Mas nem mesmo Tally podia imaginar que, não somente seria escolhida para se tornar uma Especial, como também acabaria sendo um dos membros mais importantes da Circunstâncias Especiais — uma Cortadora.
Tally agora é praticamente uma arma letal, com reflexos ultrarrápidos, dentes e unhas afiadas e uma beleza cruel. Mas o mais importante de tudo é que Tally passa a ver e sentir o mundo de uma maneira diferente, uma maneira sagaz. Agora tudo é muito claro na sua cabeça e nenhuma emoção de avoado atrapalha sua mente concentrada — ou pelo menos não deveria...
   Quando finalmente a Nova Fumaça é descoberta e Tally tem a oportunidade de acabar com todos os rebeldes de uma vez por todas, Zane ressurge em sua vida e fragmentos de sua memória começam a renascer e a criar uma verdadeira revolução na cabeça de Tally. Tudo agora passa a depender de uma decisão: escutar esse último suspiro fraco do seu coração ou seguir seus instintos de Especial, e dar continuidade à missão para qual foi treinada. De uma maneira ou de outra, Tally vai mudar para sempre seu destino e, como de costume, vai provar que não é como os outros.

   E então, por qual dos livros vocês se interessaram mais? Leiam, comentem, opinem! Quero saber, viu?

11 abril 2011

Paz nesse Mundo 2

Há exatos 1 semana postei aqui no blog sobre a violência que se encontrava o Rio de Janeiro. E numa quinta-feira, um dia comum como outro qualquer, uma tragédia terrível aconteceu. 12 crianças foram mortas injustamente por um garoto ex-aluno do colégio. O fato é, mesmo se o garoto sofreu bullying não explica nem justifica qualquer ação que ele tenha feito. Matar crianças inocentes por vingança? Ele já não era nem um pouco normal, né? Disseram que ele queria fazer com o Cristo Redentor o mesmo que fizeram com as Torres Gêmeas no 11 de setembro. Uma pessoa que pensa assim, não é normal. Ao ler a carta que ele deixou, fiquei perplexa e ao mesmo tempo, enojada ao ver até que ponto o ser humano vai. Com tristeza no coração, termino este pequeno post com a carta deste assassino.



10 abril 2011

Coração de São Paulo

Operários, Tarsila do Amaral
 A todos os paulistanos, ou simplesmente aos que se acostumaram e consideram-se nativos da Terra da Garoa

  Estava incrivelmente nervosa ao desembarcar naquela imensa cidade de contrastes e dimensões. Minha família unira-se para pagar a passagem de avião com um prazer tremendo, pois acreditavam que eu faria bom aproveitamento do lugar. Assim eu esperava, assim nós esperávamos. Queria crescer profissionalmente na minha carreira jornalística e sabia que no interior do Ceará, onde costumava assistir, as perspectivas de crescimento eram poucas. Aceitei a chance paulistana sem hesitar.
  Ao sair do aeroporto, estava pensando em tomar um táxi, entretanto tão caótico era o trânsito com o qual me deparei que resolvi ir de encontro ao meu destino por conta própria. Assim, teria uma impressão muito mais original daquele lugar que já me chamava atenção.
   Caminhei tranquilamente pelas ruas e me assustei com o que via. As calçadas pareciam ser pavimentadas pelos pedestres já que não se via indícios desta. Apenas pude ver pés. Pés calçados, pés descalços, pés que corriam, pés que dançavam... Todos apressados como formigas operárias debaixo de um sol escaldante que vez ou outra era bloqueado pela sombra de um dos tantos arranha-céus daquela estranha cidade.
   Após algum tempo, notei que sentia imensa falta do silêncio interiorano. Quando vagava por alguma rua que o som irritante das buzinas cessava, não era o coaxar do sapo ou o estridular do grilo que me acordavam daquela realidade, mas sim a voz do povo em um uníssono capaz de se registrar em minha memória à primeira escuta. Esta eu julgaria como sendo a parte mais curiosa daquele lugar.
   Havia ali uma miscelânea incontestável de raças. A coisa mais fácil de se encontrar era um imigrante. Estes perdiam-se igualmente na balbúrdia da cidade grande, porém não era difícil identificá-los: reclamavam da sua lerdeza com palavras engraçadas das quais uma garota do interior nunca sonhou existir. Tinham sotaques diversos aonde se ouviam facilmente suas irritações.
   Todos ali dispunham das mesmas características: bravos e consequentemente pouquíssimo afáveis; andavam com pressa e não se permitiam o pecado de esquecer seus relógios (objeto que mais se via por ali); não se cumprimentavam, seus segundos eram rigorosamente calculados para cometer tamanha petulância; e, é claro, não poderia me esquecer do desprezo que os cidadãos paulistanos tinham àqueles que não pertenciam à mesma rotina tabelada. Não é à toa que, ao ouvir a palavra “desemprego” no noticiário visto nos cincos minutos calculados de permanência em uma padaria de esquinas, as expressões eram como se o fim do mundo estivesse próximo, como se o capuccino estivesse se tornando amargo de repente, e o estresse (não nos esqueçamos dele), vinha logo atrás – com muita pressa – por sinal.
   Boa parte daquele povo seguia em direção aos principais comércios e aos centros econômicos da cidade. O que, particularmente, era de meu maior agrado. Havia tantos produtos, tantas cores! Ruas inteiramente destinadas a carros importados, daqueles que um civil sempre sonhou em ter; lojas dos mais variados objetos a preços absurdamente baixos ou absurdamente altos; pastelarias com os nomes chineses mais improváveis e esquisitos para o brasileiro; feiras no meio das avenidas, gritaria, competição; a Paulista e todos os seus bancos históricos com o entra e sai dos bancários e suas maletas... Não poderia esquecer-me, porém, dos vendedores ambulantes. Homens pacatos e que, em sua maioria, faltou-lhes a sorte. Provavelmente migrantes nordestinos do campo, ou então, camelôs coreanos, chineses, japoneses, bolivianos, chilenos,argentinos e árabes que lutavam pelo pão de cada dia, tão juntos e ao mesmo tempo, tão distantes.
   Aquela rotina era engraçada, comum e facilmente descrita. Acordavam cedo para pegar o ônibus às seis e meia. Dia de rodízio. Reclamavam do trânsito infernal, e ao descerem dele (já atrasados), costumavam amaldiçoar qualquer sólido que atravessasse seu caminho. Ao meio-dia buscar as crianças na escola. Dar-lhes almoço e o dinheiro da condução para ir ao centro de idiomas, após o dever de casa, é claro. Às oito horas pegar o metrô. Fazer as compras do mês para chegar em casa às dez e colocar os filhos para dormir. Os dias seguintes eram parecidos. Apenas no final de semana tinham uma trégua. Um dia era dedicado à família, ir ao Ibirapuera caminhar, pedalar na USP, assistir a uma das peças em cartaz no Teatro Abril e gastar o dinheiro do final do salário. Outrora, ir ao shopping center comprar o presente de aniversário de algum colega. Viajar para o Litoral Sul e pegar um trânsito infernal em Praia Grande.
   Assim era a vida em São Paulo. Cidade das oportunidades, verdadeiro formigueiro humano. Previsível e fácil de compreender. Todos reclamávamos, mas no fundo, amávamos aquele lugar.
   Não custou muito até que eu virasse uma adepta à rotina. Casei-me com um catarinense, tivemos um filho. Logo eu era mais uma operária estressada entre milhões. Hoje, quando perguntam-me sobre o interior, é cômico dizer que não me lembro. Não mais conheço o silêncio, a calma ou a monotonia. Sou encantada por São Paulo e jamais deixarei esta cidade que, de forma pouco convencional, me acolheu como fez com todos os seus queridos e produtivos habitantes.

09 abril 2011

Na prateleira da Ana... (I)

  Um alô a todos os blogueiros!
  Hoje, contrariando um pouco o que eu deveria postar aos sábados, deixo uma amostra da minha prateleira de livros em vídeo e fotos, para os menos pacientes.


   *Observação: Os livros, na realidade, são catalogados em ordem alfabética de sobrenome dos autores, e não de nome, como eu disse no vídeo.

Livros citados
1. Para Gostar de Ler: Contos Universais - Volume 11 (Editora Ática)
2. Para Gostar de Ler: Contos - Volume 2 (Editora Ática)
3. Senhora - José de Alencar (Estadão)
4. Os Fios da Fortuna - Anita Amirrezvani (Editora Nova Fronteira)
5. Amar, Verbo Intransitivo - Mário de Andrade (Editora Agir)
6. Contos Novos - Mário de Andrade (Estadão)
7. Contos - Machado de Assis (L&PM Pocket)
8. Dom Casmurro - Machado de Assis (Estadão)
9. A Mão e a Luva - Machado de Assis (L&PM Pocket)
10. Várias Histórias - Machado de Assis (Editora Escala Educacional)
11.  O Enigma dos Chimpanzés- Rogério Andrade Barbosa (Coleções Jabuti)
12. Inverno na Manhã - Janina Bauman (Editora Zahar)
13. Linhas - Sophia Bennett (Editora Intrínseca) *resenhado
14. O Lagarto e a Rosa - Cândida Arruda Botelho (----)
15.  Amor de Salvação - Camilo Castelo Branco (Editora Martin Claret)
16. Belezas Perigosas - Libba Bray (Editora Rocco para Jovens Leitores) *resenhado
17. HQ Tex (???)
18. O que é Astronomia - Rodolpho Caniato (Editora Brasiliense)
19. Um Sopro de Ternura - Marcelo Cézar (Editora Vida & Consciência)
20. O Assassinato de Roger Ackroyd - Agatha Christie (Editora Globo)
21. Onze Minutos - Paulo Coelho (A Tribuna)
22. Juca Pirama e Outras Histórias (Clássicos) - Gonçalves Dias (Editora Escala Educacional)
23. As Melhores Histórias de Sherlock Holmes - Conan Doyle (L&PM Pocket)
24. Uma Crença Silenciosa em Anjos - R.J. Ellory (Editora Intrínseca) *resenhado
25. O Mundo de Sofia - Jostein Garder (Companhia das Letras)
26. Para Sempre Alice - Lisa Genova (Editora Nova Fronteira)
27. Cinthia Holmes eWatson e Suas Incríveis Descobertas - Christiane Gribel (Editora Salamandra)
28. A Cidade do Sol - Khaleid Hosseini (Editora Nova Fronteira) *resenhado
29. Jornada pelo Rio Mar - Eva Ibbotson (Editora Rocco para Jovens Leitores)
30. A Incrível Viagem de Shackleton - Alfred Lansing (Editora Sextante)
31. De Amor e Amizade, Crônicas para Jovens - Clarice Lispector (Editora Rocco) *resenhado
32. Um Sopro de Vida - Clarice Lispector (Editora Rocco)
33. Uma Aventura em Lisboa (???)
34. Crepúsculo - Stephenie Meyer (Editora Intrínseca)

Música utilizada no começo
The Verve - Bitter Sweet Symphony

Devo ressaltar, como já foi comentado pela leitora Gabriele que a resolução não está das melhores. Fiz o vídeo durante a noite e a luz do meu quarto é mais fraca. Tive que recorrer a uns efeitos ruinzinhos do Movie Maker que prejudicaram a imagem do vídeo, que só piorou quando foi postada no YouTube. Quanto ao áudio, eu deveria ter falado mais alto, mas... Equívocos...






























O que vocês acharam? Quais livros já leram? Quais destes gostam ou não gostam? Quero saber a opinião de vocês,
Beijinhos e um bom sábado

07 abril 2011

E quem leva o livro Linhas para casa é...

    Amigos blogueiros, como foi citado na postagem de ontem, estivemos recebendo ao longo de pouco menos de um mês, inscrições para a participação do sorteio que premiaria hoje o vencedor com o livro Linhas, de Sophia Bennett. Seguindo as regras, os números foram colocados no Random.Org, um site de sorteios online aleatórios e imparciais.
   Bom seria se todos pudessem ganhar, mas como a vida é dura e um sortudo sempre prevalece, venho comunicar o vencedor...


Alguém lembra de ter se inscrito no primeiro dia?
TAN NAN NAN...

Parabéns a você, Mayara Trevizani Carneiro, representante do número dois no sorteio.


   Mandarei um email confirmando as informações que você registrou no formulário e aguardarei dois dias pela sua resposta.
   Para os que não foram dessa vez, relaxem, também nunca ganhei um sorteio. Outros virão...


Seu livrinho te aguarda, Mayara!






06 abril 2011

Último dia para efetuar inscrições do sorteio de "Linhas" com surpresas"


   Há menos de um mês atrás, nós demos início ao prazo de inscrição a um sorteio do livro “Linhas” da autora Sophia Bennett aqui no blog. O projeto também visava auxiliar Sophie Brown, a adolescente inglesa que está arrecadando fundos para construir uma escola em Uganda (postagem aqui).
    Muitos de vocês, felizmente, manifestaram-se e aderiram à causa. Não apenas inscrevendo-se ao sorteio com seus nomes, mas também com a divulgação no Twitter e em seus blogs. Pessoas como a Mayara, do Recordando Palavras que foi a primeira a promover o auxílio em uma postagem,como a Vivian, do MixMistura, como o Willian, a Angela do CorDiRosa Books, fora os VÁRIOS tweets redirecionados à Sophie que, acredito eu, respondeu-os carinhosamente agradecendo pelo auxílio. Faço menção honrosa a todos por terem feito, além da inscrição, uma pequena diferença positiva no trabalho dessa adolescente de apenas 16 anos (é, a Sophie fez aniversário neste espaço de tempo) e ainda que apenas um dos vários inscritos (dos quais não citarei todos os nomes por questões óbvias), ganhe o livro, eu adoraria poder dá-lo a cada um de vocês.
    Foi entrando neste clima benevolente e de fim de sorteio que resolvi, muito genuinamente, conspirar com a sorte de todos os blogueiros antenados que JÁ TENHAM OU AINDA PRETENDEM SE INSCREVER, conferindo-lhes números extras!
    De uma forma mais explicada, vamos supor que você já tenha se inscrito há umas duas semanas e tenha usado todas as suas chances (inscrição comum, Twitter, banner no blog, postagem no blog) e tenha passado aqui no blog (oi, sortudo) hoje e pensado o quanto gostaria de ter mais chances... Pois então, você as terá! Inscreva-se novamente (qualquer uma das 4 inscrições ou as 4, quem sabe) e essa sua nova inscrição valerá dois números! É isso mesmo, você, preenchendo o formulário com apenas um dos tipos, por exemplo a comum, vai estar concorrendo com mais dois números! Se você se inscrever nas 4, por exemplo, novamente, vai concorrer com OITO números. Não é ótimo?
    Lembrando que é válido para TODOS os participantes que estiverem interessados. Os já inscritos, os que ainda não se inscreveram. Aproveitem enquanto é tempo pois as inscrições acabam hoje, às 23h59 e o nome do sortudo sairá amanhã pelo sorteio do Random.Org.

O link de inscrição é ESTE.
Lembrando apenas que para participar você DEVE ser seguidor público do blog e residir no Brasil.

Reforçando...

1. Divulguem no Twitter
   Para divulgação do trabalho de Sophie, terão que tuitar a seguinte frase: Ajudem @SophieBrown95 a arrecadar fundos! http://www.mycharitypage.com/SophieBrown/ Uma campanha de auxílio do blog @nparededoquarto e seguir o Twitter do blog @nparededoquarto

2. Postem o banner da promoção em seus blogs
O banner que disponibilizaremos na lateral, caso apareça em seus blogs, lhes possibilitarão mais uma possibilidade de ganhar o livro.

3. Façam uma postagem sobre a promoção e o projeto de Sophie em seus blogs
Para aqueles que estiverem realmente dispostos, é mais uma chance válida!

   Quem não puder ou simplesmente não quiser participar com as chances abaixo, basta preencher o formulário de promoção, sem marcar quaisquer uma das caixas de chances extras e já estará concorrendo com dois números.

Aproveitem a chance.
Boa sorte a todos,



04 abril 2011

Paz nesse Mundo

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Moro no Rio de Janeiro há 16 anos, já fui assaltada 3 vezes e nunca conheci o cristo Redentor. Sim, nossa cidade pode ser Maravilhosa, mas só em seus pontos turísticos. Se você nunca conheceu o Rio ou mora em uma cidade tranquila, não sabe do que estou falando. Aqui não dá para andar na rua sem você ter que olhar para todos os lados, ciente de que está segura. Sério, não gosto e nem quero criticar o nosso país mas neste final de semana, aconteceu o cúmulo dos cúmulos e isto é uma coisa que me deixa bastante intrigada com a nossa segurança. Neste domingo, eu e minha mãe fomos no mercado Guanabara, famoso pelos seus preços baratos. Tudo ocorreu tranquilamente, chegamos no mercado cedo e estava vazio. Após 30 minutos de compras, fomos pagar no caixa e de repente, há filas quilométricas. Já sabemos que brasileiro gosta de uma fila, mas tudo bem. O horrível, é nem no mercado você estar segura. Havia algumas CRIANÇAS que estavam na saída dos caixas ensacando suas compras, só que não pode e sempre vinha alguém retirá-las dali. Porém, elas voltavam e sempre que o dono de algum carrinho se descuidava, eles já começavam a correr com alguma de suas compras, ou seja, roubando. Agora, me diga, como isto pode ocorrer num mercado? Me deixa indignada ao saber quem, um país que irá sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, tem uma segurança desse jeito.
Desculpe, quem não é aberto a críticas, mas precisava desabafar. E você, o que acontece na sua cidade? Ela é segura ou não? Conte para mim!
PAZ


03 abril 2011

A Cidade do Sol, Khaled Hosseini - Um Olhar ao Oriente

   Alterando um pouco a ordem dos fatores, iniciamos a semana com uma resenha sobre um livro que muitos já leram, embora TODOS devam ler.



A Cidade do Sol - Khaled Hosseini
Editora Nova Fronteira
368 páginas
Na cotação custa de R$15,90 a R$39,90

"Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios. "

   Duas mulheres, duas vidas que se cruzam em um momento de desgraça. Uma história de tristeza, de forças sobre-humanas, de resistências a dores inimagináveis.
   Somos apresentadas a um Afeganistão extremamente conversador que, em sua maioria, priva a mulher de tudo. TUDO mesmo. A mulher afegã, no fim do século XX, não tem direito de pensar, de argumentar, de olhar nos olhos de outros homens, de sorrir abertamente, de decidir por seu futuro. Não estuda, não influencia, não anda sozinha, não vive. Existe simplesmente. E que péssima existência...
   Aos 15 anos uma tragédia (de muitas) se abate sobre a vida de Mariam, que é entregue ao pai a Rashid, agora seu marido, 30 anos mais velho. Mariam, porém, deixa rapidamente de ser sua esposa para tornar-se sua empregada. Cozinha, limpa, satisfaz os desejos do homem e apanha. Apanha no silêncio, como se não tivesse emoções, emoções que ficam escondidas em uma burqa, seu resguardo, seu recinto que a oculta do mundo.
   Os anos passam, as facções continuam em guerrilhas, bombardeios são lançados a Cabul, sua cidade. Até que, aos seus 33 anos, após tanto caminharem paralelamente, uma jovem Laila de 14 anos e com uma concepção de mundo totalmente diferente, também caída em desgraça, é colocada em sua vida sem saber que a mudaria para sempre.
   Khaled Hosseini conduz seu romance com vocábulos simples, mas com uma trama tocante, nobre, desperta emoções loucas em seu leitor. Nós sofremos com Mariam e Laila, horrorizamo-nos ao ver como podem ser tão submissas, de onde arranjam tantas forças para sobreviver ao inferno permanente em que vivem. Nunca me senti tão privilegiada por nascer em um país livre, nunca amei tanto a liberdade e nunca tive tanta compaixão pelas histórias destas mulheres como Mariam e Laila que, por mais fictícas sejam, são retratos de alguma realidade distante. O livro nos leva a darmos um olhar cuidadoso ao Afeganistão e a seus moradores, às lacunas de sua história manchada de sangue e violência. E, por mais que as coisas estejam mudando atualmente, ainda pode se ouvir um grito de dor nas alamedas da nação, um grito que nunca ouvira antes.
   Uma verdadeira obra, um olhar ao oriente guiado pela visão de um autor que conduziu maestralmente o enredo de seu belíssimo livro.

   " Em cada picape, os alto-falantes transmitiam um comunicado, aos brados, primeiro em farsi, depois em pashto. A mesma mensagem era veiculada por alto-falantes instalados no alto das mesquitas e também pela rádio agora denominada "A Voz da Shari'a". Texto idêntico podia ainda ser visto em panfletos lançados pelas ruas da cidade. Mariam achou um destes no quintal.
    Nosso watan chama-se agora Emirado Islâmico do Afeganistão. Eis as leis que começam a vigorar e às quais todos devem obedecer:
- Todos os cidadãos devem rezar cinco vezes ao dia. Quem for apanhado fazendo outra coisa nas horas de oração, será espancado.
- Todos os homens deverão deixar crescer a barba. O comprimento correto é pelo menos um punho fechado abaixo do queixo. Quem não cumprir essa determinação, será espancado.

- Todos os meninos devem usar turbante. Os estudantes da primeira à sexta série usarão turbantes negros, os alunos das séries superiores usarão turbantes brancos.
- Todos deverão usar trajes islâmicos. O colarinho das camisas deve ser abotoado.
- E proibido cantar.
- É proibido dançar.
- É proibido jogar cartas, jogar xadrez, fazer apostas e soltar pipas. 
- É proibido escrever livros, ver filmes e pintar quadros.
- Quem possuir periquitos será espancado, e os pássaros, mortos.
- Quem roubar terá a mão direita cortada na altura do pulso. Quem voltar a roubar terá um pé decepado.     
- Quem não é muçulmano não pode realizar seu culto em lugar onde possa ser visto por muçulmanos. Quem fizer isso, será espancado e detido.
- Quem for apanhado tentando converter um muçulmano à sua fé será executado.
 Atenção mulheres:
- Vocês deverão permanecer em casa. Não é adequado uma mulher circular pelas ruas sem estar indo a um local determinado. Quem sair de casa deverá se fazer acompanhar de um mahram, um parente de sexo masculino. A mulher que for apanhada sozinha na rua será espancada e mandada de volta para casa.
- Vocês não deverão mostrar o rosto em circunstância alguma.
- Sempre que saírem à rua, deverão usar a burqa. A mulher que não fizer isso será severamente espancada. - Estão proibidos os cosméticos.
- Estão proibidas as jóias.
- Vocês não deverão usar roupas atraentes.
- Só deverão falar quando alguém lhes dirigir a palavra.
- Não deverão olhar um homem nos olhos.
- Não deverão rir em público. A mulher que fizer isso será espancada.
- Não deverão pintar as unhas. A mulher que fizer isso perderá um dedo.
- As meninas estão proibidas de freqüentar a escola. Todas as escolas femininas serão imediatamente fechadas.
- As mulheres estão proibidas de trabalhar.
- A mulher que for culpada de adultério será apedrejada até a morte. Ouçam. Ouçam bem. Obedeçam. Allah-u-akbar. "
p. 193

02 abril 2011

Uma Questão de Estilo: Pretty Little Liars (2)

   Continuando a postagem da semana passada sobre moda na qual falávamos do estilo das personagens de Pretty Little Liars, Aria e Spencer, hoje trago-lhes aqui Emily (Shay Mitchel) e Hanna (Ashley Benson), finalizando o assunto.


   O estilo de Emily é, facilmente, o mais esportista de todos. Isso deve-se provavelmente ao fato de que a personagem faz parte da equipe de natação da escola e valoriza, acima de tudo, o conforto ao se vestir. Venhamos e convenhamos, Shay Mitchel, a atriz que a interpreta, não precisa realmente de muitos detalhes para se destacar.
   Notem que uma peça de vestuário quase sempre trajada por Emily são os lenços no pescoço. Ela os adora e utiliza em várias cores, variando das mais neutras, como  o cinza ou o branco, às mais vivas, como o vermelho e o vinho.
   Camisas, blusas de manga longa, jeans (calças ou shorts principalmente) e nos pés, quase que invariavelmente, tênis. Os acessórios não vão muito além de um colar ou uma pulseira vez ou outra, brincos são raros. As bolsas seguem a linha esportista, são sempre grandes e a tiracolo.
   Algo, que deve-se destacar entretanto, é o cabelo ondulado da atriz que, sem qualquer penteado diferente, tem feito a cabeça das garotas que assistem à série.


   Finalizamos então com Hanna, a típica patricinha interpretada pela fofíssima Ashley Benson, mas uma patricinha legal, de bom coração e de estilo, que amudereceu bastante desde o começo da temporada ao final dela, acreditem!
   Hanna é adepta da dupla clássica blazer + vestido ou blazer + blusa e saia. Ela quase sempre utiliza peças longas nos braços e mais curtas nas pernas. Dificilmente aparece de calças ou shorts.
   O estilo que mais influencia seu modo de se vestir é, notavelmente, o romântico, que de vez em quando passa pelo mais moderno.
   Babados, texturas, colares e azul, muito azul. Por ser a personagem, assim digamos, mais patricinha, ela segue a melhor linha de garota arrumadinha que todo mundo quer ter as roupas.
   Nos pés, muitas sandálias e botas, tudo com salto. Brincos, colares, cintos e bolsas. Ela abusa nos acessórios e com eles dá sempre um toque mais brilhante às suas produções.


  Deu para notar que as personagens têm estilo, assim como as atrizes, que sempre dão uma lição nos eventos em que aparecem e até mesmo no dia-a-dia.
   Com a temática interessante, ótimas atrizes e uma notável influência da moda, você talvez ainda não tenha tido vontade de assistir à série Pretty Little Liars. Acredito, entretanto, que após conhecer alguns dos galãs das séries, fique difícil de resistir à tentação.


Aria e Ezra (Ian Harding)

Spencer e Alex (Diego Boneta)
Aria e Noel (Brant Daugherty)



Hanna e Caleb (Tyler Backburn)

Spencer e Toby *-* (Keegan Allen)

 Espero que tenham gostado!
Comentem, opinem!

Beijinhos,



31 março 2011

Meme: O Primeiro Livro

   Olá blogueiros!
   Ando meio ausente por aqui... Tarefas escolares, estudantis, caseiras... Mas, continuaremos com tudo no mesmo módulo e, se possível, mantendo o ritmo.
   Separei para a postagem literária de hoje um meme que a Mayara do Recordando Palavras indicou e, ao final deste, também indicarei alguns blogs para fazê-lo.
   Às perguntas e respostas...
  
01. Qual o primeiro livro que leu?
Detesto responder que não me lembro. Eu juro que sempre faço um esforço, mas não consigo lembrar do primeiro, primeiro mesmo. Sou leitora frequente desde os meus 7 aninhos, sempre fui bastante incentivada. Alguns dos primeiros, que me marcaram de uma forma divertida, eram os da série Quem tem medo de.... Tinha fantasma, dragão, monstro, bruxa... Eu adorava!
Alguém mais aqui conhece essa série para pimpolhos?

02. Qual o primeiro livro do qual realmente gostou?
Não foi exatamente o que eu realmente gostei, entretanto o que me levou a ter verdadeira paixão pela literatura em si. Viagem Ao Centro da Terra, de Julio Verne. Eu tinha uns 9 ou 10 anos e fiquei contentíssima por ter terminado de ler um volume com cerca de 240 páginas (ou estaria eu enganada?). A linguagem, lembro-me bem, tinha muitas citações técnicas, bastante explicação e partes que, grande parte dos meus colegas de mesma idade achavam enfadonhos.

03. O primeiro blog literário que acessou?
Bom, eu estou na blogosfera (não com este blog) há um tempo considerável. Já visitei muitos, e quando eu digo muitos são muitos MESMO, blogs literários e fica difícil lembrar do primeiríssimo. Acho que, com este blog na conta, um dos primeiros pelo qual passei de que me lembro foi o Doce Encanto, da Rapha. Agora, tratando-se do literário mais voltado à escrita e à publicação dos próprios textos, eu visito há um bom tempo o Atemporalidades Cotidianas.

04. Qual o último livro que leu?
Foi Acontece na Cidade, um livro que reúne uma coletânea de crônicas de 10 autores brasileiros consagrados no gênero textual.

05. Que livro está lendo?
Estou lendo Memórias de um Sargento de Milícias e The Sweet Far Thing, o último livro da trilogia Gemma Doyle

06. Que livros quer ler?
Todos os livros do mundo, sinceramente falando. heiuehiuheiuheiuheiuh Agora, do ponto de vista realista, tenho muuuuuuuuuuuitas leituras em vista. Os livros são muitos, o que me falta é o tempo e uma biblioteca bem abastecida perto de casa porque também, haja dinheiro pra sustentar os meus sonhos literários...
Ultimamente, tenho tido uma enorme vontade de ler títulos de Gabriel García Marquez (Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos da Cólera), Adriana Carranca (O Irã sob o Chador), Asne Seiestard (101 Dias em Bagdá e De Costas para o Mundo), Khaled Hosseini (O Caçador de Pipas), Kelly Link (O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias) e estou tentando tomar coragem de ler Stephen King porque sou simplesmente encantada com o gênero gótico, mas confesso que tenho certo receio de algumas partes mais "assustadoras". Acho que nem deu para notar que eu leio muito sobre o Oriente Médio, né?

07. Qual o pior livro que leu?
Um da série Goosepumbs, O Acampamento Fantasma, de R.L. StineAlguém gosta deste livro? Digam que não, por favor.
A história é boa, empolgante, até chegar o fim. Não queiram saber o fim...

08. Indique cinco blogs para responder a esse meme.
Glittery in the Mirror
Danificável
Devoradoras de Livros
Os Livros de Clara

   O que acharam das respostas? Vocês concordam com o meu ponto de vista? Discordam? Por quê? Querem simplesmente opinar? Pois então comentem!

Beijos,

30 março 2011

Tutorial 1 - make up

Olá! Então, estou em semana de provas e tenho estado pouco tempo na internet, mas não vai ser por isto que irei abandonar o blog! Resolvi fazer um post bem rapidinho, mas de MUITA utilidade. O make a seguir pode ser usado em qualquer ocasião, mas o recomendável é para usar a noite.


1° Passo - Tudo que você precisa é de uma sombra cinza escura ou preta. Depois que passar, esfumace-a para dar uma efeito de embaçado.
2° Passo - Com um pincel você irá passar a sombra dourada(ou prateada, fica a sua escolha) rente aos cílios e no meio da pálpebra. Caso ultrapasse, só passar a sombra do passo 1 no local borrado.
3° Passo (opcional) - Passe um lápis de olho e uma máscara para os cílios para deixar o look mais carregado e pronto!


ps: eu uso óculos e quando estou sem eles, eu fico vesga rs.